O CAMINHO DE JESUS


Já vimos como Deus foi se revelando ao povo no Antigo Testamento. Como ele o libertou da escravidão do Egito, o acompanhou carinhosamente durante toda a caminhada (ver Os 11, 1-4), o introduziu na terra de Canaã. Depois deu sua lei como um caminho de felicidade e fez Aliança com seu povo esperando dele uma resposta de fidelidade. Mas essa resposta nem sempre foi dada. Então surgiram os profetas que lembravam aos chefes e ao povo o seu compromisso de fidelidade.

Jesus é a Boa Notícia
Assim, depois de ter falado por meio dos profetas, Deus quer chegar ainda mais perto do seu povo. Ele o faz através de Jesus, o seu Filho querido. O grande profeta de Deus! (ver Hb 1, 1-4).

Jesus é o filho de Maria de Nazaré e é também o Filho muito amado de Deus (ver Mt 3, 17). Como pessoa humana, Jesus foi em tudo semelhante a nós, menos no pecado: egoísmo, fechamento em si, desprezo pelas pessoas, ganâncias e injustiças. No momento histórico do nascimento de Jesus, o império Romano dominava a Palestina e a oprimia, exigindo dela altos impostos. O recenseamento era uma das conseqüências de tal injustiça. Maria e José, vítimas dessa situação, tiveram que viajar para Belém de Judá (ver mapa, a terra de Jesus, na contracapa). Em Belém eles não encontraram lugar para hospedar-se. Foram se abrigar numa gruta. Aí, numa manjedoura, onde se põe a comida dos animais, nasceu Jesus, o Filho de Deus.

Jesus veio para que Deus ficasse mais perto de nós!


Um novo reinado
Jesus inicia a sua missão dizendo: “O prazo já se esgotou. O Reino de Deus acabou de se aproximar. Convertam-se creiam no evangelho.” (ver Mc 1, 15). O Reino acabou de se aproximar, mas não de chegar. Teremos sempre de faze-lo acontecer.

Começa um novo reinado – um Deus no meio de nós. Em Jesus, tudo é revelação daquilo que o anima por dentro! Chama discípulos e discípulas a segui-lo; consola quem está triste; acaricia as crianças; cura os doentes; perdoa os pecadores; ensina a rezar; acolhe os marginalizados; espalha bondade e paz; revela o rosto de Deus e proclama um novo mandamento: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.


Prova de amor maior não há
Chegou a nós uma nova maneira de relacionar-nos. Apareceu a força de Deus para transformar todas as coisas. Acabou de se aproximar de nós o Reino de Deus na pessoa de Jesus! E esse poder real se manifesta basicamente no cuidado e na defesa dos pequenos e dos pobres. E essa revolução cria muitas tensões: com os doutores da lei; com os dirigentes do governo; com os chefes do templo.

Jesus vive e prega um Deus diferente e também uma prática diferente que eles não são capazes de aceitar. Por isso decidem matá-lo. Jesus é condenado à morte na cruz. A morte mais escandalosa e humilhante que um judeu podia imaginar. Jesus aceita essa morte por amor. E por essa grande prova de amor e de fidelidade, o Pai não deixa na morte, mas o ressuscita e o glorifica de modo muito especial (ver Fl 2, 6-11).

A Páscoa – memorial da ressurreição de Jesus – é a maior festa do cristianismo. É a festa da vitória da vida (ver 1Cor 15, 12-20).


A semente é lançada e se espalha
Jesus lançou a semente do Reinado de Deus; dos novos relacionamentos; da confiança no Pai do Céu; do perdão; da coragem e da fé; da partilha dos bens e do amor ao próximo; da conversão constante.

Depois do aparente fracasso, da morte na cruz, os apóstolos e as apóstolas de Jesus acreditam na Boa Notícia, testemunham e anunciam:

“JESUS RESSUSCITOU. ELE ESTÁ VIVO NO MEIO DE NÓS” – Verdadeiramente ele é o messias, o Ungido de Deus, o Salvador, o Senhor!

Os seguidores de Jesus, fortalecidos pelo Espírito Santo, anunciam essa noticia aos quatro ventos. E esse anúncio se chama Evangelho, Boa Notícia: Jesus. Então, Jesus é anunciado como messias e Salvador. Juntamente com o anúncio vão nascendo as primeiras comunidades cristãs.


O caminho das primeiras comunidades cristãs
A palavra de Deus faz caminho primeiro entre os judeus, depois abrindo fronteiras chega até os pagãos. Eles se reúnem para ouvir as escrituras, isto é, a Lei e os profetas (ver Lc 24, 27), ou seja: o Antigo. A partir da ressurreição de Jesus tudo se ilumina! Começam a enxergar a “novidade” que é Jesus. Vão surgindo as primeiras comunidades. Os seus seguidores começam a fazer o que Jesus fez e partilham entre si os seus bens e os seus dons. Pregam a palavra, cuidam dos pobres, acolhem os peregrinos e sobretudo praticam a lei do amor (ver At 2, 42-47). A palavra faz caminho desde Jerusalém até os confins da terra (ver At 1, 18). A Igreja (ecclesia) vai descobrindo,na vida concreta e nos acontecimentos da historia, a ação do Espírito Santo, e se deixa conduzir por ele.

Para manter essas comunidades fiéis à proposta de Jesus, os apóstolos mandam cartas ou epístolas. Lendo os evangelhos e as cartas compreenderemos melhor quem é Jesus e o que ele quer de nós.


1. Quem é Jesus?
2. Recorde alguma palavra ou gesto significativo de Jesus
3. O que é o Reinado de Deus?
4. Qual é o novo ensinamento de Jesus?
5. A morte de Jesus foi um fracasso? O que ela significa para os cristão?
6. Qual é a Boa Noticia que os apóstolos anunciam?
7. O que significa para os cristãos a ressurreição de Jesus? E qual é a maior festa do cristianismo?
8. Por que os cristãos interpretam mal as Escrituras com olhos novos depois da ressurreição de Jesus?
9. O que é que faz surgir a comunidade cristã?
10. Qual é a ação do Espírito Santo nas comunidades? E nos seguidores de Jesus?

Em caso de dúvida numa destas perguntas consulte a autora, Ir. Rosana Pulga, fsp.


Oração. Depois deste estudo sobre Jesus e as primeiras comunidades, o que gostaríamos de dizer a Jesus numa oração espontânea?

Rezar o Pai-nosso


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