
O CAMINHO DOS EVANGELHOS
| Como nascem os evangelhos |
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Conforme já falamos, a Bíblia é um livro feito em mutirão. Tanto o Antigo como o Novo Testamento. Além dos apóstolos, certamente outras pessoas contribuíram para a formação dos evangelhos. Eles
nascem da memória viva das comunidades (ver At 21, 8; Ef 4, 11). Marcos – O evangelho de Marcos é o primeiro a ser redigido, por volta do ano 65 d C. Marcos apresenta o Evangelho de Jesus, Filho de Deus (ver Mc 1, 1). Foi escrito em língua grega popular. É o evangelho que narra os acontecimentos ainda muito próximos de Jesus de Nazaré da Galiléia, que passou fazendo o bem a todos, e foi entregue à morte pelas autoridades civis e religiosas. Esse Jesus, que é o Filho muito de Deus, foi crucificado. A comunidade de Marcos reflete que somente os que seguem a Jesus pelo caminho da renuncia e da cruz vão saber quem é Jesus. Estes se tornam seus discípulos e suas discípulas e conhecerão o Filho de Deus. Mateus – Mateus apresenta Jesus com o titulo de Emanuel: “Deus conosco” (ver Mt 1, 23). O Evangelho de Mateus foi escrito em língua grega, e ficou pronto entre os anos 70 e 80 d.C. A comunidade de Mateus reflete sobre as atitudes e ensinamentos de Jesus. Percebe que Jesus não é apenas o Messias que realiza as promessas do AT, mas vai mais longe. Ele refaz e realiza a esperança do povo. Ele realiza as obras da justiça. Ele é Deus no meio de nós! Assim, aquele que praticar a justiça e andar na lei do amor conhecerá a verdade e fará parte do Reino de Deus (ver Mt 5, 17-20). Lucas – Lucas apresenta o caminho de Jesus como um caminho que se realiza na história. Caminho que revela a misericórdia do pai (Lc 15, 3-7). O evangelho de Lucas foi escrito em língua grega e ficou pronto por volta dos anos 80-85 d.C. Ele é a primeira parte de uma obra. A segunda é os Atos dos Apóstolos, que continua o caminho da Igreja. A comunidade de Lucas reflete sobre o caminho de Jesus como um caminho que se realiza na história e que para percorrê-lo o Filho de Deus se encarna e entra na história como pessoa humana. Assim, Jesus traz para nós o Projeto de Deus que inicia um novo relacionamento a partir dos pobres, dos oprimidos e excluídos. Somente aquele que andar pelo caminho de Jesus que se faz na misericórdia, no perdão, na partilha encontrará o Filho de Deus e este o ressuscitará no último dia (ver Lc 15, 11-32). João – O evangelho de João, escrito em língua grega, é do final do primeiro século, 90-100 d.C. Ele é muito diferente dos outros três nos quais encontramos muitas palavras de Jesus e muitos milagres de Jesus. Por isso ele é chamado: o evangelho dos sinais. Mas para o Povo da Bíblia o n° 7 tem significado de plenitude. Os sete sinais em João querem significar a plenitude da vida que Jesus veio trazer com sua vida, paixão, morte e ressurreição (ver Jo 10,10). Portanto, em João, Jesus é o caminho da vida. A comunidade Joanina reflete no grande sinal de vida plena que é o próprio Jesus. Ele é enviado pelo Pai para conquistar a vida em plenitude para todos os que acreditam que ele é o Filho de Deus, o Cristo, que tem o poder de Deus para dar vida plena. Somente aquele que acreditar e realizar as obras da vida entrará na vida eterna. Cada um é livre para aceitar ou rejeitar o Cristo, Filho de Deus. Mas quem o aceitar terá a vida, e quem o rejeitar terá a condenação (ver Jo 8, 23-26). O grande sinal dessas atitudes é o amor a Deus e ao próximo (ver Jo, 13, 12-17. 34-35). |
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1. Como nascem os evangelhos? 2. Como Marcos apresenta Jesus? 3. Quais são as condições para ser discípulos e discípulas de Jesus? 4. Como Mateus apresenta Jesus? 5. Que é preciso para entrar no Reino de Deus? 6. Como Lucas apresenta Jesus? 7. Como podemos participar do caminho de Jesus? 8. Como João apresenta Jesus? 9. Por que o evangelho de João é diferente dos outros? 10. Descubra no evangelho de João os sete grandes sinais. 11. Qual é o grande sinal da vida? 12. Grave na mente e no coração: Jo 15, 17. |
Em caso de dúvida numa destas perguntas consulte a autora, Ir. Rosana Pulga, fsp. |
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Depois de concluir o estudo sobre o NT, especialmente os evangelhos, o que gostaríamos de dizer a Deus numa oração espontânea? Rezar o Cântico de Maria: Lc 1, 46-55. |
Apêndice
| O caminho da oração |
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(Do livro Com Jesus na contramão, do frei Carlos Mesters, Paulinas, 1995) Jesus foi um homem de muita oração. Os primeiros cristãos conservaram uma imagem de Jesus orante. De fato, a respiração de Jesus era fazer a vontade do Pai (ver Jo 5, 19). Sua oração era constante: “Eu, a cada momento, faço o que o Pai me mostra para fazer!” (Jo 5, 19.30). Em muitas circunstancias e sobretudo nos momentos decisivos, ou difíceis, Jesus entra em oração. Ele mistura sua vida com os Salmos, que, como todo judeu piedoso, conhecia de memória (ver mc14, 34 e Sl 42, 5.6; Mc 15, 34 e Sl 22, 2; Lc 2, 46-50; 3, 21; 4, 1-2; 10, 21; Mt 26, 38; Mc 7, 34; 10, 16; Jo 17, 1-26). “A escola de Jesus era, antes de tudo, a vida em casa na família, na comunidade. Foi lá que aprendeu a conviver, a rezar e a trabalhar. O povo rezava muito naquele tempo. Todos os dias, de manhã, à tarde e à noita. Até hoje se conservam aquelas orações. A mãe ou a avó os ensinava” (ver 2Tm 1,5; 3,15). |
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